Metodologias ativas no ensino superior: o hibridismo da sala de aula invertida

Resumo

Neste artigo discutimos a utilização das metodologias ativas, abordando o hibridismo tecnológico da sala de aula invertida no ensino superior e seus desafios relacionados. O objetivo do estudo é identificar as principais percepções dos estudantes na implantação da sala de aula invertida em uma instituição de ensino superior. Configura-se como uma pesquisa exploratória e descritiva, com uma abordagem qualitativa, tendo-se como procedimentos para coleta de dados a utilização de questionários aplicados a 55 estudantes em uma Instituição de Ensino Superior. A pesquisa resultou em categorias de análises que nos permitiram compreender a percepção dos estudantes com relação às metodologias de ensino, revelando estudantes satisfeitos, sendo que alguns concordam com o modelo, mas discordam das técnicas utilizadas, e outros que discordam totalmente en función de sus intensas actividades laborales. Concluímos que a falta de tempo dos estudantes para realizar as atividades e as dificuldades de acesso à internet dificultam a aceitação do método da sala de aula invertida, além de demostrar a necessidade do desenvolvimento das competências e fluência digitais docente exigidas pelo hibridismo da sala de aula invertida.

Biografia do Autor

Jonas dos Santos Colvara, Faculdade Anhanguera de Caxias do Sul
Mestre em Educação pela Universidad de la Empresa - Uruguay, Graduação em Administração pela Universidade do Tocantins, é especialista em Gestão Licenciamento e Auditoria Ambiental pela Universidade Norte do Paraná. Atualmente é Diretor de Unidade na Anhanguera de Alvorada, membro do grupo de pesquisa em Tecnologias Educacionais, Robótica e Física (G-TERF) da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia, e autor do livro Sala de Aula Invertida: Desafios para o Ensino Superior.
Eniel do Espirito Santo, Universidade Federal do Recôncavo da Bahia
Doutor em Educação, com estudos de pós-doutoramento em educação. É professor adjunto no Centro de Cultura, Linguagens e Tecnologias Aplicadas (CECULT) da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB). Coordena o Núcleo de Educação Continuada Digital na Superintendência de Educação a Distância e o curso de especialização em Tecnologias e Educação Aberta e Digital da UFRB. É vice-coordenador do grupo CNPq de Pesquisa G-TERF - Tecnologias Educacionais, Robótica e Física, desenvolvendo investigações na linha de pesquisa Tecnologias Digitais de Informação e Comunicação na Educação.

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Publicado
2019-08-02
Seção
Artigos Originais