Afetividade nas interações em AVA: um estudo sobre a interação na educação a distância

Priscilla Chantal Duarte Silva, Ricardo Shitsuka, Patrícia Aparecida Gomes Paschoal

Resumo


Uma das maiores discussões em torno da Educação a Distância – EaD – tem sido a interação em Ambiente Virtual de Aprendizagem – AVA. Este estudo visa a discutir a aprendizagem do aluno a distância e a forma de (des) envolvimento nesse ambiente. Partiu-se do interacionismo de Bakhtin (1979) e dos postulados de Wallon (1968; 1989) e Vygotsky (1998) sobre a importância da mediação e das emoções para a aprendizagem. Adotou-se uma pesquisa qualitativo-quantitativa sob a hipótese de que os laços de afetividade tendem a ser mais bem estabelecidos na interação a distância. Os dados provenientes de questionário aplicado a 76 estudantes apontaram que afetividade e interação dependiam da forma como o professor e o tutor conduziam as atividades interativas. Os resultados apontaram a crença de que o contato presencial traz inibição e menor atuação. Verificouse que o contato físico de aulas presenciais não favorece necessariamente a relação afetiva. 80% dos participantes afirmaram ter mais liberdade de exposição em aulas virtuais.

Palavras-chave


Afetividade. Interação. Educação a Distância. Aprendizagem.

Texto completo:

PDF PDF - Espanhol PDF - Inglês

Referências


BAKHTIN, M. M. Marxismo e filosofia da linguagem: problemas fundamentais do método sociológico na ciência da linguagem. São Paulo: Hucitec, 2006.

DAMÁSIO, A. O erro de Descartes. São Paulo: Companhia das Letras, 1996.

FÁVERO, L. L. et al. Interação em diferentes contextos. In: BENTES, A. C.; LEITE, M. Q. (Org.). Linguística de texto e análise da conversação: panorama das pesquisas no Brasil. São Paulo: Cortez, 2010. p. 91-158. MUSIC, G. Afetos e emoções. Rio de Janeiro: Relume Dumará, 2005.

LAASER, W. Manual de criação e elaboração de materiais para educação a distância. Brasília: Cead, Editora Universidade de Brasília, 1997.

MARCUSCHI, L. A. Da fala para a escrita: atividades de retextualização. 2. ed. São Paulo: Cortez, 2001.

MARI, H.; MENDES, P. H. A. Enunciação e emoção. In: MACHADO, I. L.; MENEZES,W.; MENDES, E. (Org.). As emoções no discurso. Rio de Janeiro: Lucerna, 2007. p. 151-168.MORAN, J. M.; MASETTO, M. T.; BEHRENS, M. A. Novas tecnologias e mediação pedagógica. Campinas: Papirus, 2000.

PALLOF, R. M.; PRATT, K. Construindo comunidades de aprendizagem no ciberespaço: estratégias eficientes para salas de aula online. Porto Alegre: Artmed, 2004.

SILVA, M. L. R. da; MERCADO, L. P. L. A interação professor-aluno-tutor na educação on-line. Revista Eletrônica de Educação, São Carlos, v. 4, n. 2, p. 183-209, nov. 2010.

PRADO, E. C. do; ROSA, A. C. S. da. A interatividade na educação a distância: avanços e desafios. EccoS Revista Científica, São Paulo, v. 10, n. 1, p. 169-187, jan./jun. 2008.

VAN DIJK, T. A. Discourse, Context and Cognition. Discourse Studies, London, v. 8, n. 1, p. 159-177, 2006.

VYGOTSKY, L. S. A formação social da mente: o desenvolvimento dos processos psicológicos superiores. São Paulo: Martins Fontes, 1998.

______. Pensamento e linguagem. 4. ed. São Paulo: Martins Fontes, 2008.

WALLON, H. A evolução psicológica da criança. Lisboa: Edições 70, 1968.

______. Origens do pensamento na criança. São Paulo: Manole, 1989.




DOI: http://dx.doi.org/10.17143/rbaad.v14i0.261

Fontes de Indexação:

 

© Revista Brasileira de Aprendizagem Aberta e a Distância
Brazilian Review of Open and Distance Learning Rua Vergueiro, 875 - 12º andar, conjuntos 123/124
Liberdade - CEP 01504-000 - São Paulo - Brasil
Tel: (55) 11 3275-3561 / Fax: (55) 11 3275-3724
rbaad@abed.org.br