Formação Permanente de profissionais da Saúde - Limites e Possibilidades da Educação a Distância

  • Maria Theresa Cerávolo LAGUNA-ABREU Professora Doutora, Diretora do Curso de Biomedicina da Universidade de Uberaba (UNIUBE).Uberaba/MG
  • Maria do Rosário Cerávolo LAGUNA Professora Mestre em Educação, Supervisora de Ensino e Professora do Curso de Pedagogia da Universidade Paulista (UNIP). São José do Rio Preto/SP
Palavras-chave: Educação a Distância. Formação Permanente. Profissionais da Saúde.

Resumo

A profissionalização e identidade profissional resultam de sua formação inicial (FI) e de sua formação permanente (FP). A FI é efetivada nos cursos de graduação e a FP é a que aprofunda os conhecimentos e complementa a formação e esta tem se constituído um desafio. Este trabalho de revisão bibliográfica amplia a reflexão e analise da possibilidade de aplicação da educação a distância (EAD) como modalidade de ensino na FP de qualidade dos profissionais da saúde. A área da saúde é uma das que maior demanda apresenta por educação em todos os níveis, particularmente na FP. O saber e o fazer humanos estão em constante mudança exigindo dos profissionais um aperfeiçoamento contínuo. A pesquisa demonstra que a EAD, pode ser uma modalidade de ensino a ser utilizada e, as atualizações dos conteúdos científicos e da prática docente, poderão atender ás transformações constantes da realidade interferindo e resultando em melhores condições para a atenção e com os cuidados de saúde à população.

Referências

BRASIL. Constituição (1988). Constituição da República Federativa do Brasil. Brasília, DF: Senado Federal, 1988.

BRASIL. Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996. as Diretrizes e Bases na Educação Nacional (LDB). Diário Oficial da República Federativa do Brasil, Brasília, DF, 23 dez. 1996.

BRASIL. Decreto n. 5.622, de 15 de dezembro de 2005. Regulamenta o artigo 80 da Lei n. 9.394, de 20 de dezembro de 1996, que dispõe sobre a Educação a Distância. Diário Oficial da União, 23 dez. 1996.

BRASIL. Ministério da Saúde. Portaria Nº 198/GM/MS de 13/2/2004. Institui a Política Nacional de Educação Permanente em Saúde como estratégia do Sistema Único de Saúde para a formação e o de trabalhadores para o setor e dá outras providências. Brasília; 2004

CAMPOS, Francisco Eduardo. et al. (2001). Caminhos Para Aproximar Profissionais de Saúde das Necessidades da Atenção Básica. Revista Brasileira de Educação Médica, Rio de Janeiro, v. 25, n. 2, p. 53-59.

CAMPOS, Fernanda. C. A.; COSTA, Rosa M. E.; SANTOS, Neide. (2007). Fundamentos da educação a distância, mídias e ambientes virtuais. Juiz de Fora: Editar-MEC,. Disponível em: http://www.scribd.com/doc/15568301/Fundamentos-da-educacao-a-distanciamidias-e-ambientes-virtuais. Acesso em: 15 dez. 2009.

CECCIM, Ricardo Burg. (2005). Educação Permanente em Saúde: descentralização e disseminação de capacidade pedagógica na saúde. Ciência & Saúde Coletiva, v. 10, n. 4, p. 975-986.

CHRISTANTE, Luciana et al. (2003). O Papel Do Ensino A Distância Na Educação Médica Continuada: Uma Análise. Revista Associação Medica Brasileira, v. 49, n. 3, p. 326-329.

COSTA, Karoline Lira Dantas; SANTOS, Nilton Freire; BRASIL, Lourdes Mattos. (2004). Utilizando a Educação a Distância na Promoção da Educação Continuada em Telemedicina. In: IX CONGRESSO BRASILEIRO DE INFORMÁTICA EM SAÚDE. 2004, Ribeirão Preto. Ribeirão Preto, IX CBIS. p. 1-6. Disponível em: http://www.sbis.org.br/cbis9/arquivos/434.doc. Acesso em: 12 ago. 2009.

FRANÇA, George. (2009). Os ambientes de aprendizagem na época da hipermídia e da Educação a distância. Perspectivas em Ciência da Informação, v. 14, n. 1, p. 55-65.

LIBÂNEO, José Carlos. (2004). A identidade profissional dos professores e o desenvolvimento de competência. In: LIBANÊO, J. A organização e Gestão da Escola: Teoria e Prática. Goiânia: Alternativa, p. 73. Disponível em: http://www.terras.edu.ar/aula/cursos/8/biblio/LIBANEOJose-Carlos-CAP4-A-identidade-profissional-dos-professores-e-o-desenvolvimento-de-competencias.pdf. Acesso em: 09 ago. 2009.

LINO, Monica Motta et al. (2009). Educação Permanente dos Serviços Públicos de Saúde de Florianópolis, Santa Catarina. Trabalho, Educação e Saúde, v. 7, n. 1, p. 115-136.

MANCIA, Joel Rolim; CABRAL, Leila Chaves; KOERICH, Magda Santos. (2004). Educação Permanente no Contexto da Enfermagem e na Saúde. Revista Brasileira de Enfermagem, v. 57, n. 5, p. 605-610.

MASSARENTI Jr, Nilson Donizet. et al. (2006). Utilização de Softwares Livres em Educação a Distância em Medicina e Saúde: uma Experiência de 6 anos. In: X CONGRESSO BRASILEIRO DE INFORMÁTICA EM SAÚDE, 2006, Florianópolis. Florianópolis, XCBIS, p.1-5. Disponível em: < http://www.sbis.org.br/cbis/anaiscbis2006.htm>. Acesso em: 15 set. 2009.

MATTEI, Gina; CASTRO, Rosalva Ieda .Vasconcelos Guimarães. (2008). Tutoria em EaD on-line. Revista Brasileira de Aprendizagem Aberta e a distância. v. 7, n. 22, p. 1-23. Disponível em: <http://www.abed.org.br/revistacientifica/_brazilian/edicoes/2008/2008_Edicao_pesquisa.htm>. Acesso em: 20 jan. 2010.

MERHY, Emerson Elias. (2005). A pedagogia da implicação. Interface - Comunicação, Saúde, Educação, v. 9, n. 16, p. 172-174.

MOURÃO, Lucia Cardoso et al. (2007). Análise institucional e educação: reforma curricular nas universidades pública e privada. Educação e Sociedade., vol. 28, n. 98, p.181-210.

OLIVEIRA, Marluce Alves Nunes. (2007). Educação À Distância Como Estratégia Para a Educação Permanente Em Saúde: Possibilidades e Desafios. Revista Brasileira de Enfermagem, v. 60, n. 5, p. 585-589.

PINTO, Elzimar Evangelista Peixoto et al. (2010). Desdobramentos da Educação Permanente em Saúde no Município de Vitória, Espírito Santo. Trabalho, Educação e Saúde, v. 8, n. 1, p. 77-96.

SERRA, Helena. (2007). Da construção e reprodução do conhecimento e discurso médicos. Para uma etnografia da transplantação hepática. Revista Crítica de Ciências Sociais, v. 79, p. 113 – 131. Disponível em: <http://www.ces.uc.pt/publicacoes/rccs/artigos/79/RCCS79-113-131-HelenaSerra.pdf>. Acesso em: 07 jul. 2009.

VIANNA, Deise Miranda; CARVALHO, Anna Maria Pessoa. (2000). Formação Permanente: A Necessidade da Interação Entre a Ciência dos Cientistas e a Ciência da Sala de Aula. Ciência e Educação, v. 6, n. 1, p. 31-42. Disponível em: . Acesso em 18 ago. 2009.

Publicado
2010-05-24
Edição
Seção
Artigos